sábado, 31 de outubro de 2009

Mundo mudado

Recebi, por e-mail, da minha amiga Ana Costa e resolvi colocar neste espaço.

Essa pergunta foi a vencedora num congresso sobre vida sustentável.

"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos...
Mas também temos que pensar em deixar filhos melhores para o nosso planeta. ”

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Pressa demais


Estivemos ontem numa solenidade de Colação de Grau de uma universidade que tem um pólo, ou subsede em Macaé-RJ.

Não é a primeira vez que problemas acontecem por conta da pressa desenfreada das autoridades que se deslocam da cidade sede para a subsede, que chegam na hora marcada, é verdade, mas sempre sem tempo suficiente para o desenrolar natural da solenidade.

O excesso do pedido de velocidade chegou ao ponto de uma “coordenadora” solicitar ao Mestre-de-Cerimônias que chamasse de dois a dois na hora da entrega das placas de homenagem. Ora, todos sabemos que os diversos momentos desse tipo de solenidade são cheios de simbolismos, repletos de emoções e, por outro lado, flagrado por inúmeras câmeras fotográficas cumprindo seu papel de registrar cada momento. Se fosse atendida a tal “coordenadora”, as formandas (eram só mulheres) não teriam como fazer sua entrega que é individual, os homenageados não teriam o merecido espaço para receber suas placas, o público não saberia nem veria o que estaria acontecendo nem nada seria bem registrado em fotos.

Mas cumprindo determinação (o diretor ordenou que começasse imediatamente) o Mestre-de-Cerimônias iniciou o evento saudando a todos e anunciando o início da solenidade. Cumprindo o roteiro estabelecido, aquele condutor então solicitou que todos ficassem de pé e com muitos aplausos recebessem as formandas. Ato contínuo todos se levantam, se viram para a entrada do tapete vermelho mas...

E as formandas??????????????????

Ainda não estavam prontas para entrar. E ficou aquele hiato. Por que não entram, perguntavam. As formandas ainda se aprontando perguntavam o por quê de já ter começado.

A pressa exacerbada do diretor daquela instituição provocou um mal estar geral, mesmo após ter sido avisado que as concludentes não estavam prontas.

E então nós perguntamos: se aquela direção não tem tempo suficiente para fazer o deslocamento de uma cidade até a outra, por que não delega poderes para alguém do lugar representá-lo, como acontece em tantas instituições?

E aí vem nossa segunda grande crítica: lá as estrelas são os professores e a direção da universidade. Todas as instituições que conhecemos ( e não são poucas) dão o devido destaque, numa solenidade de Colação ou Outorga de Grau (comumente chamada de formatura) aos concluintes. E é assim que tem que ser, pois o evento é feito para eles e por causa deles. Assim sendo, sempre entram primeiro no recinto os professores e a administração, os quais ficam no palco para receber os protagonistas do acontecimento. Quando os egos falam mais alto, insistem em subverter a ordem natural para que os concluintes recebam e aplaudam os professores, como se eles fossem a razão da cerimônia.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Fora do lugar

Uma grande questão em cerimonial é com relação à mesa de autoridades. Dentre os problemas que se colocam, um é com relação à presença de uma mulher na ponta da mesa. Quando a quantidade de lugares é pequena (5 ou 6) não se deve fazer qualquer alteração, pois a precedência ficaria prejudicada, considerando-se que quem estaria imediatamente ao lado da maior autoridade, poderia ser quem não tivesse condição ou primazia para tanto. Se forem 7 ou mais é possível (embora não haja consenso) trocar uma autoridade do sexo feminino por uma do masculino, de forma a deixar a mulher “resguardada” , não ficando na ponta da mesa.

A justificativa seria o cavalheirismo justamente no sentido de dar certa proteção à mulher.

Na foto acima certamente não era possível tal opção já que é grande a quantidade de mulheres e pela precedência obrigatória pelo menos uma teria que ficar na ponta da mesa.

O que não pode acontecer, pois fica muito feio, é alguém ficar fora da mesa, independente de ser homem ou mulher, como, na foto está a vereadora. Se não havia lugar suficiente, então que ela não fosse chamada. Registra-se a presença e pronto. Do jeito que está ela não faz parte da mesa.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ser vasco

Atendendo aos "milhares" de pedidos, estamos disponibilizando aqui o vídeo com texto de Artur da Távola e interpretação de Marcos Palmeira.

Saudações cruzmaltinas a todos.

video

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Encontro encerrado

O III Forcies foi encerrado hoje (um pouco mais cedo do que o previsto) objetivando proporcionar um final se semana mais livre, principalmente para quem veio de longe, para o Rio.
Talvez o maior passo dado pela plenária presente (aproximadamente 86 cerimonialistas universitários) foi um documento cobrando das instituições a implatação e/ou consolidação do setor de Cerimonial nas IES.
Ficou claro que algumas universidades e institutos superiores mantem inclusive o cargo de Chefe de Cerimonial, devidamente regulamentado. Muitas outras, porém, mantem um certo cerimonial sem, no entanto, que exista o setor de Cerimonial, e o pior, sem nenhuma condição de pessoal ou orçamentária.
Um bom número de profissionais de Cerimonial (a profissão ainda está sendo regulamentada) viajaram por conta própria - como meu caso - esperando e torcendo que suas instituições venha a fazer o ressarcimento, o que, convenhamos, não é o ideal.
Como resultado posso destacar a imensa disposição dos profissionais envolvidos em aprender, discutir e contribuir para um Cerimonial Universitário mais forte e consolidado.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Tempo de estudo

Estou hoje na cidade maravilhosa, mais especificamente na UFRJ, campus Praia Vermelha, no tranquilo bairro da Urca, participando de um Encontro de Cerimonial Universitário.
O evento é parte de um Forum de Cerimonialistas de Instituições de Ensino Superior que teve início em 2007 em Santa Catarina, seguido de 2008 em Salvador na Bahia.
Cerimonialistas renomados, outros nem tanto e até mesmo iniciantes interessados participam do encontro. Mas já deu para ver que bons frutos serão colhidos, tamanha é a disposição e o interesse tanto dos mais experientes quanto de quem ainda tem muito para aprender.
Nas diversas oficinas e palestras temos tido proveitosos debates e reflexões sobre o Cerimonial, notadamente o que acontece no âmbito das Universidades.
Nos próximos dias (prossegue até o próximo dia 24) pretendemos abordar e difundir as ideias e decisões tiradas do evento, pois já no primeiro dia foi possível aprender bastante e também apresentar nossas impressões e pontos de vista sobre o assunto que é muito vasto.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Falta de cultura

Ontem à noite, no ótimo programa da Band CQC, o entrevistador Danilo Gentili foi acompanhar a Peruada, tradicional manifestação político-etílica dos estudantes de direito da Universidade São Francisco. Ao perguntar sobre o movimento e descobrir que a manifestação é muito mais etílica que política, ouviu de um estudante:

“- A câmera municipal é composta por um bando de deputados que não fazem nada.”

A anta entrevistada não sabia que o correto seria câmara e nem que, se é municipal é composta por vereadores.

O programa é cômico mas a falta de cultura é trágica.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pesquisa fracassada

A ONU resolver fazer uma pesquisa em todo o mundo.
Enviou correspondência para o representante de cada país querendo saber a opinião deles sobre o seguinte:

“POR FAVOR DIGA, HONESTAMENTE, QUAL É A SUA OPINIÃO SOBRE A ESCASSEZ DE ALIMENTOS NO RESTO DO MUNDO.”

A pesquisa foi um verdadeiro fracasso, uma vez que:
Alguns países da Europa não entenderam o que era ESCASSEZ;

Muitos países africanos não souberam o que seria ALIMENTOS;

Os chineses e os venezuelanos não conheciam o termo OPINIÃO;

Os argentinos desconheciam o significado de POR FAVOR;

Os norteamericanos nem imaginavam o que significava RESTO DO MUNDO;


O governo e o Congresso brasileiros estão, até agora, debatendo o que poderia ser HONESTAMENTE.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Um detalhe

Acabo de chegar de Belo Horizonte onde participei como observador da abertura do X Congresso Brasileiro de Jornalismo Científico, que ainda está rolando neste momento e vai até amaná, 16.
Quase tudo muito bom, fixei minha atenção no jovem Mestre de Cerimônias que com uma bela voz e postura elegante bem conduzia o evento.
Encerrada a cerimônia de abertura fui até aquele profissional, me identifiquei e o parabenizei pela apresentação. Entretanto tive que dizer que gostaria de oferecer uma humilde opinião sobre sua atuação.
Ocorre que o competente rapaz, que revelou trabalhar em diversos tipos de eventos, não estava devidamente trajado para a ocasião e relatei a ele minha observação. Para minha alegria ele aceitou minha ponderação e disse que em algum momento ali chegou a pensar que realmente era preciso mais atenção a tal detalhe. E é!
Faltou estar de terno com direito a gravata e tudo.
Sua apresentação, caso ele estivesse com um terno – preferencialmente escuro, pois era noite – teria sido de primeira qualidade.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Para escolher gravatas


A escolha do nó da gravata não deve ser aleatória, depende da largura da gravata, do tipo de colarinho e, principalmente, do tipo físico.
A largura da gravata e o tamanho do nó escolhido devem ser proporcional ao seu tamanho – logo, se você for mais baixo, evite gravatas largas, colarinhos grandes e nós cheios e, se for mais alto, evite nós e colarinhos estreitos.
Na hora de escolher a cor e a estampa, fique atento aos seguintes detalhes:
- Na dúvida, ao usar uma gravata estampada, escolha uma camisa lisa.
- Prefira uma cor mais escura, que contraste com a camisa.
- Gravatas lisas são mais formais, as com listras diagonais também são formais, mas ao mesmo tempo modernas, e as com estampas miúdas, deixam o visual mais alegre.
- A gravata borboleta é uma questão de estilo, mas deve ser usada apenas com smoking.
- Ao usar gravatas estampadas, combine-a com as cores da camisa e do terno (com colete), ou costume (sem colete).
Algumas pessoas acreditam que a cor utilizada transmite mensagens – por isso políticos geralmente usam gravatas vermelhas com camisas azuis.
O vermelho, por exemplo, faz com que a pessoa se sinta mais expansiva, forte e atrai o olhar dos demais.
O amarelo transmite otimismo e estimula a atenção aos detalhes.
O verde é a cor da segurança, equilíbrio e calma.
O azul sugere tranquilidade, lealdade e honestidade.
O violeta está associado à criatividade, extravagância e prosperidade.
O rosa estimula afeição e manifesta a sensualidade de uma forma mais sutil do que o vermelho.
O preto reflete poder, autoridade, responsabilidade e mistério.

A franqueza de uma criança

Deu no site UOL hoje:
"A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, visitou nesta sexta-feira (9) a Igreja do Senhor do Bonfim" ...
A intragável ministra, em plena campanha, criticou a provável adversária Marina da Silva, dando mostras que está muito preocupada.
"ao final da missa, a ministra passou por um pequeno constrangimento. Ela pediu um beijo para Rian Santos, de um ano de oito meses, que estava no colo da mãe, e a criança respondeu: "Não". Apesar da negativa, a ministra o beijou."
As crianças são puras de alma invariavelmente sinceras e, via de regra, recusam o que não é bom.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O traje certo


Toda festa de bom tom traz no convite a indicação do traje que se deve usar. Esta é a forma de fazer com que as pessoas se vistam adequadamente à ocasião, evitando os constrangimentos de estar arrumado demais ou de menos para o momento.
A seguir, uma tabela com algumas dicas para facilitar a escolha do traje certo para o que o convite pede. Mais abaixo, você encontra mais detalhes a respeito de cada tipo.
TRAJE ESPORTE:
É o mais simples e informal, porém não deve ser confundido com roupa de esporte, ou seja, não vale tênis, jeans rasgados ou desbotados, moletom ou bermuda.
Homens: o básico é calça, camisa e blazer, sem gravata. Um calçado tipo dock sider ou mocassim complementa bem o visual.
Mulheres: tecidos mais rústicos (algodão, crepe, linho), sapatos baixos, saia e blusa, calças compridas ou um vestido, para os dias mais quentes. Use o bom senso para criar um visual prático e descontraído.
TRAJE PASSEIO (ou Alto Esporte ou Tenue de Ville): Caracteriza-se por ser um pouco mais formal, geralmente requisitado para eventos como almoços de negócios, eventos culturais, coquetéis.
Homens: um blazer com calça social, camisas em cores claras ou com listras finas e xadrez bem miúdo, gravatas mais divertidas, enfim: é a gravata em sua versão informal. Ternos em cores claras com gravatas descontraídas também são uma boa pedida.
Mulheres: são bem-vindas as pantalonas, túnicas, vestidos simples, terninhos, sapatos de salto de médio para alto e bolsas mais discretas (nada de sacolas ou mochilas), formando um visual mais cuidado, sem formalidade exagerada, que é a proposta deste traje.
TRAJE PASSEIO COMPLETO (ou Social):
Este traje exige formalidade completa e é muito solicitado para jantares e eventos de porte maior.
Homens: terno escuro, bem alinhado e gravata fina e discreta. A camisa é social (branca ou azul muito claro), assim como o sapato, clássico e preto.
Mulheres: conjuntos ou tailleurs, vestidos mais longos (sem grandes fendas ou bordados exagerados), saltos altos e bolsa pequena. Os tecidos são mais nobres, como crepes, sedas e veludos. Echarpes ou xales podem ser bons acessórios, desde que discretos. As jóias também pedem cuidado: a pérola é o clássico e bijouterias finas também podem ser usadas.
TRAJE BLACK TIE (ou Gala ou Tenue de Soirée ou ainda Habillée):
É o traje das grandes festas, das noites de gala.
Homens: smoking e, como diz o nome, com gravata borboleta preta. Evite as tentações de variar usando faixa e gravata em cetim violeta, azul, prata, cor de rosa...
Mulheres: vestidos longos e sofisticados em tecidos preciosos (brocados, metalizados, tafetás, shantungs). É vez dos decotes, transparências e bordados. Saltos altos, meias finíssimas, carteira ou bolsa de metal. As saídas de noite são ótimas para amenizar o frio, como echarpes, estolas ou mantôs. As jóias saem do cofre para serem expostas, mas sem excessos.
(Fonte: Gloria Kalil e Claudia Matarazzo)

sábado, 3 de outubro de 2009

O poder da mente


Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.



35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5

Resposta

A leitora Elba postou um comentário referente ao desafio que fizemos no último dia 24 e provou que é boa em português. Eis a resposta:
"Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela, pegue a toalha!"

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Uma falta de noção


Sempre que abordamos o tema central do blog – cerimonial - utilizamos este espaço para tentar contribuir para a melhoria dos eventos, tanto em sua organização, quanto na realização do mesmo.

Relatamos a seguir um fato ocorrido em uma cerimônia bastante recente, objetivando mostrar que certas “coisas” não devem acontecer.

Foi uma solenidade bem simples de recepção de novos alunos, onde além de cerimonialista, eu atuava como Mestre de Cerimônias.

Antes da composição da mesa de honra, um dos professores, que já estava programado para subir ao palco e ficar na referida mesa, me pediu para não lhe passar a palavra, pois não se sentia a vontade para tanto. Sentaria à mesa mas não discursaria.

Composta a mesa, os membros começaram a se pronunciar. Enquanto a professora imediatamente ao lado daquele professor discursava, voltei e pedi que ele confirmasse sua intenção inicial, ao que prontamente foi reafirmada: ele não queria falar nada.

Ao final da fala daquela professora que ladeava nosso tímido participante, passei o microfone para outra autoridade e a convidei a dizer algumas palavras, como estava previsto e seria natural.

Para minha surpresa, e também a de todos, a autoridade que presidia o evento me questionou:

- Mas você pulou o prof. M.......

Tentei explicar a posição do professor:

- Perdão, senhora. Ele não deseja se pronunciar...

O local era pequeno assim como a platéia e, mesmo sem falar ao microfone, aquele reduzido diálogo podia ser ouvido, ao menos pelos que estavam mais a frente.

Com a sutileza e a elegância de um elefante em fuga, e a inteligência e perspicácia de uma ameba em estado de coma, aquela autoridade apanhou o microfone e bradou:

- Ele quer falar sim! Quem disse que ele não quer falar.

Entregou o microfone ao acanhado professor e disse:

- Fala aí M...

É muita falta de noção.