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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Passo a passo de uma solenidade de Colação de Grau 12


Entrega de anel


Somente após a imposição do grau é que pode haver entrega de anel de formatura. Assim como somente esse momento é que os formandos passam a ser profissionais e tem o direito de usar o capelo e a cor de sua profissão.

Sempre recomendamos muito cuidado nesta hora. Todos os formandos devem receber seus anéis ou então, ninguém receber. Quando podemos, sugerimos que, na hipótese de nem todos virem a receber aquela jóia, a turma faça uma eleição para que somente um venha a representar a todos os formandos durante a cerimônia. Não deve haver a entrega de anel a uns e outros não receberem, uma vez que fica feio para quem não recebe.

E quando há a entrega, quem vai entregar o anel (pais, avós etc) têm que ter consciência (ou ser alertado) de onde vai estar e de que o momento é cerimonioso, exigindo o uso de um terno ou um blazer ou, no mínimo, vestir calças e camisa social.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Passo a passo de uma solenidade de Colação de Grau 11


A Imposição ou Outorga do Grau


O que é? É o ato em que a instituição acadêmica declara oficialmente que os formandos já cumpriram todas as exigências legais e concluíram com êxito o curso no qual estavam matriculados.

Para se chegar a tal declaração a universidade, por intermédio de sua Secretaria ou Coordenação Acadêmica, verifica a grade ou matriz curricular do curso e do estudante, confrontando por meio de um sistema computadorizado ou manualmente se todas as disciplinas foram cursadas e o aluno foi aprovado em todas. Também é verificada a presença, pois, não pode ser aprovado o aluno que tenha faltado a mais de 25% das aulas.

Como já dissemos anteriormente a seqüência deve ser justamente a de haver a imposição ou outorga do grau, após o juramento do formando, embora já tenhamos visto o contrário. Mas a lógica deve ser: o reitor somente impôs o grau, uma vez que o formando se comprometeu (com o juramento) a defender o honrar o que e curso lhe ensinou.

Destacamos abaixo alguns exemplos de textos pré-definidos para o momento em tela, embora, possam haver muitas variações, inclusive, com improvisação por parte da autoridade que estiver presidindo.


Em nome do Governo do ... e em face das prerrogativas que me concede a legislação em vigor, após juramentos dos formandos, eu vos confiro o grau de ...

Eu, ... por força dos dispositivos legais e regimentais vigentes, considerando cumpridos com aproveitamento todos os requisitos exigidos para a conclusão do curso, concedo o grau de ...

Investido das prerrogativas que me outorga o reitor ..., da Universidade... , eu vos concedo o grau de ...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Passo a passo de uma solenidade de Colação de Grau 10

Juramentos

Se há uma parte que é obrigatória de haver numa cerimônia de colação de grau, essa é o juramento. A maioria dos outros passos que normalmente acontecem não são indispensáveis, o que não é o caso do tópico que agora abordamos.

A lógica é: o aluno estuda, conclui o curso, jura que vai defender e honrar os preceitos defendidos pela profissão que está assumindo e uma vez que assume tal compromisso, o reitor outorga-lhe o grau a que faz jus. A partir disso o formando passa a ser chamado de bacharel, licenciado ou tecnólogo e está apto a usar o capelo (chapeuzinho), a capa da beca na cor de sua profissão e receber o certificado (canudo).

O juramento deve ser feito com a maior seriedade possível, sem música e envolvendo todos os formandos. Normalmente um formando vai ao púlpito e lê pausadamente o texto para que seus pares vão repetindo suas palavras a cada pausa. Todos devem estar de pé, com braço direito estendido na posição horizontal.


Acontecem casos onde a presidência do evento pede que até o público fique de pé nesse momento, mas á absolutamente injustificável.

Penso que os juramentos devem ser ditados pelos conselhos profissionais, portanto oficiais, e não criados pelas instituições. Até onde sei, todas as profissões tem seu conselho de ética ou algo semelhante que estabelece quais são as diretrizes que o profissional deve observar e isso deve nortear o seu juramento.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Passo a passo de uma solenidade de Colação de Grau 9


Entregas de comendas

Geralmente os formandos procuram fazer diversos tipos de homenagens a professores e funcionários da instituição que os abrigou durante a graduação.

Um tipo de homenagem muito comum é a entrega de placas, que podem ser de metal ou de acrílico trabalhado e com uma mensagem gravada.

Embora seja possível, não se recomenda que haja nenhum pronunciamento nesta hora, a não ser o chamamento pelo Mestre de Cerimônias. Não deve nem o homenageado falar nada para agradecer, nem quem está entregando ficar lendo a placa ou se manifestando no microfone.

Na maioria dos casos o entregador e o homenageado vão a frente do palco, posam para as fotos e retornam aos seus lugares. É muito comum vermos demonstrações de gratidão por parte de quem recebe a homenagem mandando beijos para todos.

Também é possível que se entregue flores ao invés de placas quando a homenagem é prestada a uma mulher.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Passo a passo de uma solenidade de Colação de Grau 8


Leitura de agradecimentos

É comum acontecerem diversos agradecimentos e homenagens durante uma cerimônia de Outorga de Grau. Podem ser trechos de textos famosos (ou nem tanto), ou mensagens elaboradas pelos próprios formandos. Em geral são: A Deus, aos pais, aos mestres, aos amigos, aos ausentes e a família, mas podem acontecer diversos outros como aos filhos, aos cônjuges e namorados, aos que amamos,...

Aqui acontecem situações bem distintas: por vezes algum formando tem razões para fazer uma homenagem, por exemplo, aos ausentes, talvez motivado pela perda de um ente querido. E em algumas vezes, a emoção é tanta que mal consegue pronunciar as palavras.

Porém acontece também de o formando estar ali somente para cumprir uma exigência protocolar (essa parte não é obrigatória) e lê uma lindíssima mensagem endereçada aos pais, por exemplo, sem qualquer tipo de emoção. Alguns sequer se dão ao trabalho de uma leitura prévia, que, ao nosso ver, deveria ser uma providência obrigatória para quem vai executar tal tarefa.

Lembro que meu irmão treinou com a esposa formanda o texto que a ela cabia, visando a uma melhor entonação, as pausas, o tempo total e tudo para que ficasse ótimo.

Na última colação de grau em que estive, um formando do curso de direito, o primeiro nas leituras, para uma mensagem de agradecimento aos pais, de tão carregado de emoção não conseguia sequer começar o texto, somente o fazendo após sua mãe incentivar da platéia, dizendo que ele conseguiria.

terça-feira, 30 de março de 2010

Passo a passo de uma solenidade de Colação de Grau 7

Hino Nacional

Eis aqui um ponto que gera muitas e muitas dúvidas e também já tratamos do assunto em outra oportunidade.

Mas não pode haver dúvida em se cumprir uma lei (5700/71) que trata especificamente desse assunto.

É triste ver pessoas que, podendo fazê-lo, se recusam a ficar de pé na hora da execução do Hino Nacional. Também é muito estranho ver “patriotas” se virando para a bandeira ou colocando a mão no peito, como se fosse uma grande demonstração de civismo e não é.

Na hora da execução do Hino Nacional Brasileiro, todos que podem devem ficar de pé, de frente para onde já estiverem.

Há também uma polêmica em torno de aplaudir o Hino Nacional, uma vez que a lei diz:

CAPÍTULO V

Do respeito devido à Bandeira Nacional e ao Hino Nacional

Art. 30. Nas cerimônias de hasteamento ou arriamento, nas ocasiões em que a Bandeira se apresentar em marcha ou cortejo, assim como durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, o civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, segundo os regulamentos das respectivas corporações.

Parágrafo único. É vedada qualquer outra forma de saudação.

A atitude de aplaudir esbarraria no parágrafo único acima, mas sempre contra-argumentamos que não pode haver aplausos, segundo a lei...” durante a execução”... e as pessoas aplaudem somente após a execução, o que, ao nosso ver não é errado.

Algumas considerações interessantes acerca do assunto Hino Nacional podem ser vistas em http://www.marcelobessa.com.br/

terça-feira, 23 de março de 2010

Passo a passo de uma solenidade de Colação de Grau: 5


Entrada dos formandos

Na minha concepção, aqui está um dos momentos mais importantes de uma solenidade de Colação de grau, pois representa a entrada triunfal de um grupo de pessoas que venceram uma longa jornada. Se fizermos uma comparação é como se fosse um grupo de soldados retornando sãos e salvos para suas casas e suas famílias, após uma longa guerra sobre a qual foram vitoriosos.

Quando fazemos o texto de introdução, quando pedimos que as pessoas os recebam de pé, quando sugerimos músicas impactantes, quando imprimimos esse ar triunfal, é justamente para marcar esse espírito de “marcha da vitória”.

Por esse motivo não concordamos com alguns setores de cerimonial determinadas universidades onde primeiro entram os formandos e depois os professores.

Na realidade uma solenidade de “formatura” é feita para os formandos: todos devem estar no recinto para recebê-los e aplaudi-los, inclusive e principalmente o corpo docente da instituição. Da mesma maneira que todos ficam na igreja para a entrada da noiva, a estrela principal numa cerimônia de casamento, todos devem estar a postos para a entrada em júbilo dos formandos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Passo a passo de uma solenidade de Colação de Grau 4

Composição de Mesa de honra:

Uma mesa de honra é composta:

a) seguindo-se as normas estabelecidas pela instituição, quando houver;

b) seguindo-se o que for acordado entre a direção da instituição e a comissão de formatura.

Em linhas gerais compõe uma mesa:

· o Reitor da universidade, que é quem preside o evento, ou, na ausência dele, o vice-Reitor, o diretor ou por pessoa que recebeu delegação para tal fim;

· coordenador (a) ou secretário (a) ;

· paraninfo (a);

· patrono(a);

· demais homenageados (as).

Para quem vai pensar na composição da mesa, é necessário estar atento ao número total de integrantes. O que se recomenda é que seja ímpar e que não passe de 9. Sendo ímpar é fácil que todos notem que a maior autoridade é a que fica no meio; sendo par fica à direita do meio e isso traz dúvidas para muitos. O limite de 9 é tanto pela estética quanto pela relevância dos integrantes.

Particularmente acho completamente descabida a atitude de alguns dirigentes e/ou cerimonialistas que fazem uma segunda fila de autoridades, atrás da mesa, ficando como se houvesse uma mesa principal e uma secundária. Deve-se pensar (inclusive a plateia) que algumas pessoas são tão importantes que estão na mesa de honra. E na realidade temos mesmo é que eleger quem realmente tem relevância suficiente para ser integrante de uma mesa de honra. Mas se existe uma mesa secundária ou posterior, será mesmo que são tantas as pessoas que tem a relevância necessária???

terça-feira, 16 de março de 2010

Passo a passo de uma solenidade de Colação de Grau 3

Decoração: A decoração de uma solenidade de Colação de Grau pode ser bem variada. Em primeiro lugar deve-se considerar o curso (ou cursos) e cores que está ou estão envolvidos. No caso de um só, por exemplo, de direito, a cor é vermelha e essa deve prevalecer no ambiente. No palco geralmente são colocados arranjos de flores sobre pedestais, as quais podem ficar ladeando os formandos. Também podem haver arranjos de flores sobre a mesa de honra (precisa então ser baixo) ou na frente da mesa. Pode haver também decoração com plantas, tecidos, tapetes, símbolos do curso e da instituição. Os jogos de luzes incidindo sobre os arranjos e os tecidos estrategicamente colocados fazem diferença. Deve haver principalmente bom senso e bom gosto, não permitindo-se exageros ou combinações de cores que não combinam (preto e vermelho, amarelo e roxo etc).

Grandes lustres pendendo de altos tetos e forrações de paredes e também do teto dos locais envolvidos podem ficar muito bonitos e fazem parte de uma decoração esmerada.
O que não pode é, por conta de uma bela arrumação e uma decoração primorosa, deixar de cumprir a lei: as Bandeiras do Brasil (obrigatoriamente), a do Estado, do Município, da instituição etc, precisam estar posicionadas à direita do palco e precisam estar devidamente iluminadas.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Passo a passo de uma solenidade de Colação de Grau 2

O ambiente: A definição do ambiente deve considerar a elegância, a sobriedade, o tom festivo mas sem caráter apelativo (festa de formatura é outra coisa). Precisa haver um ambiente agradável para todos os gostos, devido a diversidade de pessoas envolvidas no evento.

Nesse caso é preciso pensar principalmente no que deve ser evitado:

Não deve haver referências a correntes religiosas ou político-partidárias, por exemplo; não deve haver condições (fotos, símbolos, marcas...) que possam servir para constranger as pessoas.

O ambiente de uma cerimônia de Colação de Grau é solene e ao mesmo tempo comemorativo. Há que se ressaltar que o ideal é que fique num meio termo entre um e outro clima; não deve parecer nem com uma missa nem com uma folia.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Passo a passo de uma solenidade de Colação de Grau

Tentaremos detalhar aqui, em várias postagens a partir de hoje, algumas das etapas de uma cerimônia de Colação de Grau, segundo nossa visão, baseada na experiência que temos no assunto.

O local: É preciso definir qual o melhor local para se realizar uma Colação de Grau, tendo como parâmetros alguns pontos:

  • A quantidade de formandos – em geral cada formando leva oito convidados para sua colação de grau. Isso varia de acordo com o curso, mas essa é a média. Portanto, se existem 50 formandos é necessário um lugar para aproximadamente 400 pessoas.
  • Quem realiza/patrocina a solenidade - quando a instituição tem seu próprio auditório e este comporta um número razoável de convidados, o local já está definido; se não há esse lugar, é preciso conseguir um outro e isso depende normalmente do poder aquisitivo ou, no caso de espaços públicos, do conhecimento.
  • O acesso – há que se levar em consideração se existe bom acesso para os convidados e para os formandos, pensando-se, inclusive, na possibilidade de chuva na hora do evento. É razoável também que seja pensado em estacionamento de acordo com a expectativa de público.
  • O que deve ser evitado – locais abertos; locais que não tenham estrutura para instalação dos equipamentos; locais onde já não existam um palco montado; também não devem ser utilizados locais com capacidade muito acima ou muito aquém da expectativa de público, para que não fiquem muitos lugares sobrando, nem que pessoas fiquem mal acomodadas e em pé.